O câncer de mama em cães e gatos é uma das neoplasias mais comuns na rotina veterinária e merece atenção especial. Assim como nos humanos, o diagnóstico precoce faz toda a diferença no prognóstico e nas chances de cura. Por isso, é fundamental que tutores e médicos-veterinários estejam atentos aos sinais clínicos e busquem a investigação adequada diante de qualquer suspeita.
Quando suspeitar de neoplasia mamária:
- Mudanças no apetite, apatia ou diminuição de energia do animal.
- Edema, inchaço ou secreção na região mamária.
- Alteração da pele sobre as mamas — vermelhidão, calor, sinais de irritação ou espessamento.
- Nódulos firmes, de tamanhos diversos; podem ser móveis ou aderidos.
- Possível comprometimento do comportamento geral do pet (mal-estar) dependendo da evolução.
Na avaliação física, os nódulos firmes na região mamária são as alterações mais características. Eles podem variar bastante em tamanho, desde pequenos caroços de milímetros até massas volumosas que comprometem toda a cadeia mamária. Algumas lesões são móveis à palpação, enquanto outras apresentam aderência aos planos profundos, o que sugere maior agressividade ou infiltração tecidual. Além disso, o crescimento pode ser único ou múltiplo, comprometendo uma ou mais cadeias mamárias.

Outro ponto de atenção são as alterações na pele que recobre as mamas. Vermelhidão, espessamento, calor local e até ulcerações podem ser observados conforme a evolução da doença. Em alguns casos, há secreção sanguinolenta ou purulenta saindo pelos ductos mamários, o que pode confundir o diagnóstico com processos inflamatórios ou infecciosos.
O inchaço na região é outro achado comum, podendo estar relacionado ao próprio tumor, a inflamações secundárias ou até mesmo ao envolvimento de linfonodos regionais. Dependendo da extensão da neoplasia, podem ocorrer dor à palpação, dificuldade de locomoção e sinais sistêmicos de mal-estar.
Por isso, a recomendação é clara: qualquer alteração, por menor que pareça, deve ser investigada. A palpação regular das cadeias mamárias — tanto pelo tutor em casa quanto pelo médico-veterinário em consultas de rotina — é uma ferramenta simples e extremamente eficaz para a detecção precoce. Quanto antes essas mudanças forem identificadas e encaminhadas para avaliação diagnóstica adequada, maiores serão as chances de estabelecer um tratamento eficaz e oferecer qualidade de vida ao paciente.